Pais da Escola Joelma estão aguardando o parecer da Saúde. Foto: Everson Santos

 

A notícia de que profissionais da área de saúde que atuam na escola Especial Joelma do Rocio Túlio, localizada no Centro, vão deixar de prestar serviços na instituição e serem removidos para outro setor, deixou os pais bastante apreensivos. Segundo eles, as crianças precisam desse atendimento especial, e sua interrupção pode trazer sérios prejuízos ao desenvolvimento das mesmas. A mudança ainda não foi confirmada pela Secretaria de Saúde, mas à boca pequena, corre a informação de que estes profissionais seriam removidos para o Centro de Especialidades Terapêuticas (CET), que está sendo construído no prédio do antigo NIS.

Entre os profissionais que atuam exclusivamente no Joelma estão uma psicóloga, duas fonoaudiólogas, uma fisioterapeuta, um cirurgião dentista, uma técnica de saúde bucal, uma assistente de saúde bucal, uma auxiliar de enfermagem, uma auxiliar de fisioterapia, um pediatra e um neuropediatra. Os pais afirmam que são favoráveis à criação do Centro, mas estão relutantes com a saída dos profissionais do Joelma, porque acreditam que a Prefeitura deva fazer novas contratações e não alterar o quadro de profissionais já existente. “O CET é uma ideia maravilhosa, com certeza vai ajudar muitas crianças e jovens, mas acreditamos que num primeiro momento, pelo menos enquanto o projeto não se consolide, os profissionais de saúde deveriam permanecer no Joelma”, disse um pai.

Na sexta-feira, 9 de novembro, o secretário municipal de Saúde, Carlos Alberto de Andrade, esteve na Escola Joelma onde conversou com a direção e entidades que representam os pais, para ouvir os questionamentos com relação a possível remoção dos profissionais. Entre as principais dúvidas estão: se haveria ambulância disponível para o deslocamento das crianças até o CET, em quais dias da semana seriam os atendimentos, se a criança em horário de aula perderia a consulta por falta de condução, se haveria lista de espera para atendimento, entre outras. Segundo os pais, o secretário ouviu atentamente as dúvidas e teria dito que ainda esta semana daria um posicionamento oficial sobre o caso. Até o fechamento desta edição, a Saúde não havia se manifestado.

Publicado na edição 1139 – 14/11/18