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Clientes ainda estão se acostumando com o lava car ecológico, mas aprovam a proposta do uso sustentável da água
Clientes ainda estão se acostumando com o lava car ecológico, mas aprovam a proposta do uso sustentável da água

A tendência é a redução considerável no consumo da água
A tendência é a redução considerável no consumo da água

A ameaça de falta d’água no planeta já obriga o ser humano a mudar alguns hábitos e a buscar soluções criativas para reduzir o consumo. Preocupado com esta realidade, o proprietário de dois lava rápido de Araucária, Gustavo Aécio B. Lopes, encontrou uma maneira de continuar oferecendo seus serviços, sem desperdiçar água. Os lava car ficam anexo aos postos de combustíveis Auto Posto Avenida e Auto Posto Contenda, ambos na avenida das Araucárias, no bairro Thomaz Coelho.

O empresário instalou um sistema que reaproveita a água de cada lavagem, o que é chamado de ciclo fechado, ou seja, toda água da chuva, da limpeza das canaletas e do próprio lava car, vai para uma caixa separadora. Nessa caixa, passam por dois estágios: o de separação da areia e depois o grosso do óleo e demais impurezas. Isso tudo forma um acumulado de óleo num reservatório separado e o passo seguinte é a caixa de passagem.

“Na verdade este sistema surgiu como uma necessidade, pois assumi o posto no começo do ano e pra ampliar o movimento, quis aumentar o número de serviços. Como estamos em uma área de preservação ambiental e na consulta junto ao IAP, me deparei com uma série de exigências. Daí veio a ideia de abrir um lava car que não fizesse simplesmente a lavagem dos carros. Outro problema estava nas despesas, que depois dos salários, estava na energia elétrica e na água”, comenta Gustavo.

Como funciona

Quando a água sai da última caixa, ao invés de cair na manilha e ir para rua pra que a Sanepar faça o tratamento, ela vai pra uma última caixa d’água que possui um nível e tem uma boia acoplada em cima. Quando a água chega no limite, onde deveria ir para a rua, a bomba liga, puxa a água pra máquina, que faz o tratamento e cai numa cisterna e através de um outro motor é puxada e usada para a lavagem dos carros.
“A máquina tem um reaproveitamento de 90%, então, a cada mil litros de água suja, que seriam jogados fora, 900 litros acabam sendo tratados e reutilizados”, explica Gustavo.

O sistema de tratamento nos lava jatos dos dois postos de combustíveis estão funcionando há cerca de dois meses, mas o proprietário dos estabelecimentos afirma que já deu pra sentir uma grande diferença na conta de água. “O único problema é fazer o cliente entender que por ser um sistema que demanda de investimentos, a lavagem do carro costuma ser um pouco mais cara do que nos lava car normais. Quando você fala em sustentabilidade, as pessoas pensam logo em economia, mas este é o último benefício que aparece, antes é preciso investir muito. Somente com máquinas tive um gasto de cerca de R$ 40 mil, mas a manutenção é barata. Realmente não é uma coisa que qualquer lava car poderá fazer. Eu consegui unir a necessidade de um serviço a mais com uma forma ecologicamente correta”, disse.

Numa previsão menos otimista, o empresário prevê uma economia de R$ 1.000,00 de água por mês. “Tem outros postos que reaproveitam a água, mas geralmente são postos que lavam caminhões, então eles possuem uma estrutura de tratamento de água muito maior do que a minha. Então eu vi a ideia e adaptei com a minha necessidade”, pontuou Gustavo.

Texto: Maurenn Bernardo com informações de Iohana de Camargo / Foto: Everson Santos

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