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Práticas neoliberais destroem a educação pública


Congelamento de salários, desmonte do ensino médio, redução de salários de PSS, perseguições. Seguem os ataques à Educação Pública do Paraná.
A atual governadora do Paraná, Cida Borgetti, segue a política do Beto Richa. Prometeu descongelar os salários, mas descumpriu e vetou os reajustes aprovados na assembleia legislativa do PR. Se não conseguimos nem a reposição da inflação, quem dirá as dívidas acumuladas nos anos anteriores.

Apesar de revoltante, não poderíamos esperar nada diferente de alguém que participou do governo que promoveu a batalha do Centro Cívico em 2015, onde professores foram brutalmente atacados através da força. Alguém cujo marido tem como projeto privatizar o sistema de saúde do país, e que não está comprometida com o povo mas sim com os patrões.

Em Araucária, o governo segue a mesma linha. Precarização do ensino e rompimento do diálogo com os trabalhadores. A reforma do ensino sendo empurrada goela abaixo e a perseguição ao sindicato e ao conjunto dos professores são apenas algumas das táticas do governo Hissam, que já afirmou que não hesitará em seguir qualquer orientação vinda de Beto Richa e seus cúmplices. Apesar de ter recebido uma verba considerável do governo estadual, a população continua sofrendo com a falta de investimento em serviços básicos, enquanto os servidores do município seguem a cada dia com menos recursos. É essa a Araucária que queremos?

Nossa cidade já foi referência em educação. Hoje os professores e professoras seguem uma rotina de tensão, perseguição e arrochos de seus direitos.

Nacionalmente o dilema é parecido. O governo Temer, enfraquecido pela impopularidade e sem aliados firmes, tenta impor enormes retrocessos para o ensino médio e para a educação de um modo geral. A reforma do ensino vai diluir ainda mais a escola pública deixando milhares de professores desempregados para poder atender aos interesses dos barões do ensino privado, que planejam abocanhar o dinheiro público e enriquecer com o ensino médio.

Para combater esse ataque sem precedentes, devemos seguir o exemplo dos professores argentinos e peruanos, construir um forte movimento que coloque em xeque o governo Temer, seus aliados neoliberais e as conhecidas oligarquias.

Texto baseado em publicação do Coletivo Chão de Escola – Alternativa de Luta.

Publicado na edição 1126 – 16/08/18

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