É lugar comum a máxima de que é preciso enxergar oportunidades na crise. Infelizmente, no entanto, ela é muito mais aplicada em organizações privadas do que naquelas governamentais. Justamente por isso é desanimador o momento atual pelo qual passa o Município.

Aqui, ao contrário do que se vê no Brasil, a crise já era uma realidade em 2013. Crise, diga-se de passagem, não por conta de uma estagnação da economia e sim por conta de uma molecagem de quem ocupava o comando desta cidade num passado recente, que utilizou recursos temporários para assumir despesas contínuas.

O erro, intencional ou não, do governante da época, porém, não pode ser desculpa para os erros do mandatário do momento. O prefeito Olizandro José Ferreira a cada dia de seu governo vem perdendo a chance de promover as mudanças necessárias para que esta cidade ofereça às suas futuras gerações as oportunidades que foram tiradas da minha geração, da que me antecedeu e a da que me sucedeu. Isso é irritante, é broxante, é desolador.

Se, por um lado, é inegável que a Prefeitura vem investindo em obras necessárias para a nossa cidade, como os milhares de quilômetros de asfaltos feitos no Município que melhoram sim a qualidade de vida das comunidades beneficiadas. E não importa se os recursos para tal são antecipados por meios de empréstimos, o importante é que os serviços estão sendo feitos. Porém, essas obras, por si só, não bastam. Ora, não é admissível que tenhamos deixado de corrigir as falhas administrativas que há décadas sangram os cofres municipais, ainda mais quando o gestor municipal tem a faca e o queijo na mão para fazê-los.

A administração Olizandro herdou de seu antecessor todos os motivos necessários para corrigir os rumos do Município. O chefe do Executivo, porém, a cada dia que se passa, as perde, as deixa vazar por entre os dedos. Os defensores cegos da gestão atual dirão que estou enganada, que o prefeito fez sim cortes. Citarão alguns aluguéis devolvidos, alguns comissionados demitidos, algumas horas-extras cortadas e assim por diante. Não deixa de ser verdade. O problema, porém, é que Araucária precisava de um banho, daqueles tomados com bucha vegetal e Olizandro insiste apenas em passar um perfume nos equívocos da Prefeitura. E, quem já tentou enganar o “cheiro de asa” com um perfumezinho sabe que a estratégia dura pouco.

Olizandro, porém, ainda será prefeito por mais um ano e alguns meses e, quem sabe, ainda se reeleger, o que lhe dará mais quatro anos no comando do Município. Mas esqueçamos da possibilidade de reeleição. Fiquemos apenas com o restante do mandato. É bastante tempo. Ainda dá para tomar um grande de um banho! É só querer!

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