Com a lei das terceirizações aprovada pelo governo Temer, os patrões e governos aproveitam para explorar ainda mais trabalhadores, sucateando os serviços públicos.

Em Araucária o prefeito Hissam propôs a terceirização da saúde pública. Mas por que essa prática é ruim tanto para quem trabalha como para quem depende do serviço público? Vamos aos fatos.

Os trabalhadores terceirizados não têm garantias previstas em lei, como o pagamento do piso salarial, nem plano de carreira. São contratados em caráter temporário e por isso o vínculo com o local de trabalho fica prejudicado.
Ora, sabemos o quanto é importante termos profissionais fixos para atender os serviços de saúde, para que possam conhecer melhor seus pacientes e assim proporcionar um atendimento mais qualificado. No primeiro momento a terceirização se dará nas unidades de pronto atendimento, urgência e emergência. Porém, sabemos que isso abre brechas para que se estenda aos demais serviços, como as unidades básicas e tratamentos especializados. Usemos o exemplo de um pediatra. Se for contratado por um período de um ano, uma criança que precise de tratamento contínuo terá um médico diferente a cada ano. Claro que acreditamos no comprometimento dos profissionais, mas como fica o vínculo? Esse novo profissional terá acesso a todo o tratamento ofertado a cada paciente novo? E mesmo que tenha, com a alta demanda de pacientes, terá tempo hábil para estudar todos os casos?

Além disso, o profiss!ional terceirizado pode ser demitido a qualquer momento, mesmo não havendo motivo algum. Então um bom profissional fica à mercê daquilo que sua chefia determina. Sabemos que existe assédio moral e perseguições em locais de trabalho por motivos mais diversos. Isso pode causar demissões injustas. Além disso, não garante direitos como licença maternidade, nem estabilidade para gestantes por exemplo. Ou seja: em um momento tão importante da vida, a médica gestante pode ficar desempregada.

No último fim de semana, vimos uma tragédia acontecer no Hospital Municipal de Araucária, que já conta com serviço terceirizado: a morte de um bebê cuja gestação foi saudável e acompanhada pelo serviço de saúde. Segundo os parentes, em trabalho de parto, uma gestante esperou horas pelo atendimento médico, que com a equipe incompleta pediu ajuda ao pai para realizar o parto. O bebê teve falta de oxigênio e morreu com três dias de vida. Ainda não podemos afirmar a responsabilidade dos profissionais ou hospital nesse fato, porém infelizmente, esse é o retrato daquilo que a população araucariense pode sofrer caso a terceirização se concretize em todos os espaços destinados à saúde.

No site do SIFAR (Sindicato dos funcionários de Araucária), é possível encontrar uma lista de oito motivos concretos para sermos contrários à terceirização da saúde pública. Acesse www.sifar.org.br e fique por dentro. Não se omita deste debate!

DIGA NÃO À TERCEIRIZAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA EM ARAUCÁRIA!

 

 

Publicado na edição 1097 – 25/01/2018