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Quando números se tornam nomes


Araucária deve alcançar nos próximos dias a marca de 300 casos confirmados do novo coronavírus. É um número razoavelmente baixo quando consideramos a nossa população de quase 150 mil habitantes. Porém, é um número muito alto quando levamos em conta de que – há alguns meses – muitos duvidavam que o vírus, que inicialmente apareceu na China, chegaria ao Brasil.

O aumento vertiginoso de casos confirmados em Araucária faz com que os dados apresentados diariamente pelos órgãos de saúde deixem de ser só isso… dados, passando a se tornar histórias. Os números deixam se ser só isso… números e passam a ser nomes. Nomes estes que invariavelmente serão o de algum conhecido, de algum amigo, de algum familiar ou até o seu próprio nome.

Essa nova etapa de nossa convivência com o coronavírus, embora não desejável, talvez sirva para que aqueles que ainda não acordaram para a gravidade da doença despertem e passem a entender que estamos lidando com um mal real e não uma conspiração chinesa para dominar o mundo ou algo assim.

Esse despertar dos incrédulos é essencial no combate ao vírus, já que estamos falando de uma doença que atinge o sistema de saúde brasileiro. Logo, mais do que nunca, é importante que todos façam a sua parte não somente no que diz respeito a evitar formas de contração da COVID e sim qualquer tipo de problema de saúde, pois estamos com boa parte de nossa estrutura hospitalar ocupada com as vítimas da pandemia. Assim, ao sofrermos uma fratura num jogo de futebol clandestino ou entrar num coma alcoólico porque bebemos demais numa festinha proibida necessariamente concorreremos aos mesmos leitos que, neste momento, devem ser prioritariamente destinados a quem foi vitimado pelo coronavírus.

Vamos todos ter consciência do nosso papel enquanto cidadãos e usuários do sistema de saúde, seja ele público ou privado! Só assim superaremos esse momento tão delicado para o Brasil e o mundo! Pensemos nisso, boa leitura e, se puder, fique em casa.

Publicado na edição 1218 – 25/06/2020

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