Sexta-feira, 22 de dezembro. Passavam das 18h30 quando terminou a última reunião de negociação no ano entre Sismmar e Sifar e o governo Hissam. As direções sindicais apresentaram as demandas da educação e pediram encaminhamentos ágeis e eficazes.

O prefeito Hissam não participou da reunião. Ele chegou junto com secretários e o procurador do Município, esbravejou contra um artigo sindical publicado em jornal de circulação local, com críticas à política de governo, e saiu.

Com sua atitude, Hissam repetiu a cena protagonizada seis meses antes, quando se alterou e abandonou a negociação vociferando ameaças contra servidores. Parece uma tentativa de desestabilizar o diálogo.

Quem encaminhou a reunião pela parte do governo foi o secretário Genildo Carvalho. Ele recebeu das direções sindicais as demandas dos servidores da educação, tanto do magistério como do quadro geral.

Outra pauta apresentada reivindica a adoção de uma política de correção do vale-alimentação, para reajustá-lo junto com os vencimentos. Esta conversa estava marcada para outubro e não ocorreu por falta de compromisso do governo.

Educadoras infantis: A educadora Nanda Amaral, dirigente do Sifar, apresentou a reivindicação das educadoras infantis, que pedem o reconhecimento profissio­nal como professoras, com os mesmos direitos salariais e de carreira, com hora-atividade de um terço da jornada. Este é um movimento que já ocorre em todo o país, para valorizar a Educação Infantil.

Aposentadoria especial para pedagogas: O procurador geral do Município Simon Quadros voltou a caracterizar o trabalho das pedagogas como cargo técnico. As servidoras insistiram nos estudos e na jurisprudência que reconhece as pedagogas como professoras, a ponto de Quadros solicitar que sejam entregues estes documentos à PGM. São documentos já apresentados durante o ano, que serão protocolados. Coisas da burocracia forjada para arrastar as soluções.

Promoções e progressões: Diante das críticas à falta de encaminhamento das reivindicações, Genildo ressaltou o esforço do governo para regularizar os avanços sonegados dos servidores.

Se ele esperava elogios ao governo, frustrou-se. As servidoras lembraram que há várias pendências a serem resolvidas. Uma delas é de quem teve reconhecido o direito a avanços e se aposentou depois. Não recebeu nada. É preciso o governo fazer este cálculo e encaminhar junto ao FPMA. É importante fazer logo para que a dívida não se avolume e se torne de difícil solução.

Docência I: Do Magistério, 70% não foram inteiramente contempladas com o reenquadramento. É preciso urgentemente que o procurador geral do Município vá até o Ministério Público e verifique pessoalmente que o parecer que nega as promoções se baseia nos termos adulterados de um documento oficial. O pedido foi reforçado duas vezes.

A ação do Ministério Público refere-se ao avanço diagonal em um quadro de carreira que nem mais existe. O parecer d PGM forçou a barra para dizer que o avanço vertical da Docência I seria transposição de cargos. Se Quadros mantiver esta postura impassível, ele se alinharacom a farsa montada no governo anterior.

2018 se inicia com muitas questões a serem resolvidas. Vamos continuar cobrando as respostas que há tanto tempo pedimos, sempre ouvindo alguma desculpa ou pedidos de prazos que não são cumpridos.

Não podemos esperar a vontade dos nossos gestores, que mostram claramente não ter interesse em atender às demandas que são nada mais que nossos direitos!

Precisamos de unidade na luta para assim poder avançar. Insistimos em respostas com soluções eficazes!

FIRMES!

 

Publicado na edição 1095 – 11/01/2018