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Síndrome de Guajuvira


 

Dos males que mais afetam a comunidade araucariense, a que considero uma das mais graves é a Síndrome de Guajuvira, também conhecido como Transtorno de Retrocesso Agudo.

A Síndrome de Guajuvira é uma condição neurológica do espectro progressista caracterizada por dificuldades significativas na capacidade de enxergar um palmo à frente do nariz, o que provoca padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos, fazendo com que os portadores desse transtorno insistam em querer achar que a solução para os problemas que a cidade julga ter é devolver ao poder justamente os causadores destes problemas.

Ao longo das últimas semanas tenho topado com alguns portadores desse mal. Pessoas que, descontentes com os atuais treze agentes políticos que estão na gestão deste Município, em ambos os poderes, e que apontam como avanço o passado. A todos, paciente que sou, me dedico a elencar que os males da atualidade araucariense são todos frutos da ação desses sujeitos que eles julgam ser a solução para alguns enfrentamentos que estão sendo feitos agora e que, como não poderia deixar de ser, estão gerando algumas traumas momentâneos.

Em que pese minha disposição em querer ajudar os portadores dessa anomalia, eles insistem em não querer tratamento. Inicialmente, aliás, até considerei que o problema fosse eu. Talvez não estivesse fazendo a abordagem adequada. Porém, entre uma conversa e outra e puxando pela memória o histórico médico dessas pessoas que defendem a volta do passado para salvar o futuro, acabei compreendendo uma das possíveis razões para tamanha defesa: o interesse pessoal.

Exatamente, essencialmente, quem prega o retorno de alguns cânceres da política local para o corpo de nossa gentil Tindiquera são pessoas que, por mais estranho que isso possa parecer, possuíam pequenas ou grandes vantagens pessoais (exatamente: pessoais) no período que esses sujeitos estavam no poder.

Nenhum araucariense em sã consciência e de posse das informações corretas sobre passado e presente desta cidade defende o retorno de certos figurões de nossa política ao Executivo e Legislativo. Obviamente, ao dizer isso não estou afirmando que os atuais ocupantes dos cargos públicos eletivos fazem mandatos irretocáveis. Muito pelo contrário, todos eles têm sim problemas, alguns maiores, outros menores. Porém, o aperfeiçoamento desses só se dará por meio da participação popular no dia a dia da administração pública, na necessária fiscalização dos atos públicos, também por meio da nossa própria evolução enquanto cidadãos e não devolvendo o queijo aos ratos.

Antes de concluir, uma última observação, o termo Síndrome de Guajuvira não tem nenhuma relação direta com os moradores desse importante distrito de nossa municipalidade. O transtorno foi assim nomeado porque alguma das conversas com seus portadores aconteceu na pracinha daquela localidade rural.

Comentários são bem vindos em www.opopularpr.com.br. Até uma próxima!

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