Policiais e autoridades de saúde pública, gente que está na linha de frente da guerra que está sendo travada diariamente contra as drogas e suas consequências, pode até ter impressão de que não exista mais solução para o problema. O crack tem se alastrado tanto que parece uma peste, só que, ao contrário do que ocorreu com a peste bubônica, que dizimou de forma fulminante quase metade da população da Europa em apenas sete anos (de 1346 a 1353), ele vai destruindo os usuários de maneira mais lenta até acabar com a pessoa e, por vezes destruir suas famílias.

Porém, o trabalho que tem sido feito com as crianças pode ser uma solução de longo prazo para o problema. Ações como a Semana de Prevenção as Drogas, promovida pela Prefeitura, em parceria com diversas entidades, chama a atenção da criançada para o tema. Uma abordagem mais lúdica, com uma linguagem que os pequenos entendam pode ser bastante útil para mostrar as consequências e perigos do uso de qualquer tipo de droga. O trabalho também envolveu atividades esportivas e campeonato de pipas. Quanto mais esclarecidos, estes pequenos cidadãos terão mais condições de tomar suas próprias decisões quando algum amigo “apresentar” um baseado ou mesmo um cachimbo de crack. O foco deve ser neles, pois não serão seus pais que estarão na roda de amigos bem na hora dizendo “não use”.

Toda energia que pode ser colocada em favor da prevenção é válida. Com os avanços tecnológicos, as drogas estão cada vez mais viciantes, mais baratas e muito mais devastadoras. Em muitos casos o caminho não tem volta e, se o usuário não morrer por overdose será morto pelo traficante que não perdoa dívida não paga.

Mas essa visão de longo prazo deve ser compartilhada por todos e conviver com o trabalho diário, contínuo e ferrenho de repressão ao tráfico e tratamento daqueles que já estão viciados. Por isso, todo cuidado sempre é pouco. Pense nisso e boa leitura.