Nóis que moremo na roça já se acustumemo com os baruio na natureza, enton, a sinfonia de passarinho que me acordando de manhã só fazendo falta nos dia de tempestade que dando lugar aos rugido dos trovón. Os galo cantando pra acordar as galinha pro serviço já son ton comum que iéu nem mais acorda com as galinha. As vaca nem ficom mais mugindo proque sabendo que iéu nem dando mais bola. Mais quando acontecendo alguma coisa fora do comum enton percebendo baruio estranho, ansim acontecendo nos fim de tarde quando iscuitando as cigara abrir o peito na cantoria, non que iésto non sendo cumum, porque o gritero no mato sendo forte mesmo, mas na primavera. E agora nois tamo começando otono, que sendo quando cigara calon a boca. Enton iéu pensando que clima mesmo estando tudo virado, quando sendo verón estando friu e quando sendo inverno estando de camisa de manga curta, antigamente geada já começando em abril e hoje geada aparecendo despois do inverno. O gritero das cigara estando ton forte que iéu tendo que aumentar volume no úrtimo do rádio Zentith 16 faxa pra acompanhar o terço e ainda com zovido encostado levando choque nas zoreia. Cachorada latindo parecendo que estando mudo, só se vendo as abriçón de boca. Pra durmir enton nem te conto, tendo que ponhar rolha nos zovido e ainda esconder cabeça no travessero de pena e mémo ansim só pregando os zóio na madrugada quando as cigara don descanço. Iéu resolveu enton dar jeito nas cigara e começando com técnica da fumaça, ponhando fogo em palha seca debaxo das arvore e apagando com vassora molhada, desgracéra mesmo!!! As cigara parece que aprenderon a fumar, ficarom mais aloprada ainda, única coisa que mudando sendo que agora começaron a cantar em ritmo de funk. Iéu fazendo enton uma mistura de querosene com pinga e cerveja de casa e pulverizando o mato, Desgracéra Mésmo!! Coisa piorando, desta veis as cigara começaron a cantar em ritmo de pagode. Enton ficando pensando que tipo de bicho que comendo cigara na natureza, único que vindo na cabeça sendo os sapo, que esticando a língua e engulindo os inseto, mais onde arumar tanto sapo e despois como fazer com que iéles trepem nas árve? Foi no repolhal, onde iéu sempre vendo uns sapo drumindo depois de caçar grilo e capiturô uma meia dúzia, enton resolveu cortar umas cabeça pra refogar e azedar no vinagre, pelo menos uma janta caprichada. Amarô as perna dos sapo e depindurô nos galho como medida de segurança e foi preparar gororoba antes que começasse o gritero do fim do dia. Encheu pança! Repoio azedo com toresmo e porco do balde de banha non tendo polaco que non resista duas panelada. De repente começando gritero das cigara, iéu foi no mato e só vendo os sapo depindurado que nem jaca, se fingindo de morto barigudo, devolvi os sapo pra natureza pra caçar grilo no repolhal, foi dando umas revoluçon da bariga por excesso de repoio e já que estando sozinho acabando soltando uns peido mais alto que trovoada. Non deu 2 minuto, aquele silêncio, iéu só vendo os bando de cigara pegando corente de vento e sumindo na lua cheia. Despois pensando, proque tanta gente usando veneno pra matar praga se é fácil se resolver os problema de maneira natural.

 

 

Publicado na edição 1108 – 12/04/2018