A confirmação feita pela Secretaria Municipal de Saúde de que no último dia 19 de setembro foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento do Planalto (UPA) um paciente positivado para sarampo deve servir de alerta para que toda a população verifique se efetivamente está com a vacina que previne a doença em dia.

Embora o caso diagnosticado não seja de um morador de Araucária e sim da Caximba, bairro curitibano que faz divisa com nossa cidade, é essencial dar a devida atenção para o único meio 100% seguro de prevenção da doença: a vacina.

Essa prevenção é ainda mais necessária quando se leva em conta o aumento do fluxo migratório de pessoas que chegam ao Brasil vindas de países onde a vacina contra o sarampo não é disponibilizada, como no caso da Venezuela. Neste ponto, aliás, é preciso pontuar para outro aspecto desses surtos da doença: o preconceito. Os mais ignorantes podem considerar então que a culpa pelo retorno do sarampo é de nossos vizinhos, mas esquecem de refletir que se tivessem se vacinado pouco importaria, em termos de saúde pública, se nossos colegas de América portassem ou não a doença. A pergunta resultante dessa análise passa a ser: a culpa pela doença é da população que tem acesso ao meio de preveni-la e não a utiliza ou de quem, subjugado por um governo ditatorial que levou o país ao colapso, não oferece a vacina? A resposta parece óbvia.

Mas deixemos a questão da culpa de lado e nos concentremos em vasculhar nossas pastinhas de documento em busca da carteira de vacina perdida. Uma vez achada, a orientação dos profissionais de Saúde é para que ela seja levada até uma unidade básica para verificar se é necessário ou não tomar a vacina. Aqueles que simplesmente não encontrarem o documento são considerados não vacinados e necessariamente precisarão tomar a agulhada novamente.

Resumindo toda a história, com ou sem carteirinha, você precisa se dirigir a uma unidade básica de saúde e se informar com quem entende sobre a vacina. Então, se você ainda não fez isso, faça o quanto antes! O sarampo mata!

Boa leitura!

Publicado na edição 1182 – 26/09/2019

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