Tudo a ver

Os brasileiros acompanham com tristeza a enxurrada de notícias sobre casos de corrupção na Petrobras e que ocupam lugar de destaque nos meios de comunicação. Em meio a tamanho escândalo, sempre é bom lembrar que a Petrobras ainda é uma das maiores empresas do mundo e que é a responsável pelo crescimento vertiginoso das receitas de Araucária, desde a construção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas no município. Mesmo com todo o potencial já explorado na energia hidrelétrica e com o crescimento da utilização da energia eólica e solar, o petróleo ainda é a principal fonte de energia utilizada no Brasil e deverá manter o posto no médio prazo. Precisamos participar e estar sempre atentos ao debate sobre tudo o que envolve o presente e o futuro da nação. Prejudicam igualmente as chances do futuro grandioso reservado ao nosso país os que roubam nossas riquezas através da corrupção e os que descuidam do controle que a nação brasileira precisa ter sobre suas riquezas. A continuidade e a regularidade do fornecimento de energia são indispensáveis para o nosso desenvolvimento. Quem conhece a história recente sabe que os governos militares ofereceram oportunidade às gigantes do setor petrolífero mundial de vir ao Brasil para encontrar petróleo, através dos contratos de risco, e que não houve sucesso. Os preços do petróleo estão em colapso na atualidade e o barril está sendo negociado até por menos de 20 dólares, de forma semelhante ao que ocorreu em 1986 e 1998. Por outro lado, ocorreram também choques de alta do petróleo em 1973, 1979 e 2008 que causaram enormes transtornos à economia das nações. O domínio da posse, exploração e venda dos recursos petrolíferos tem sido forte instrumento nas disputas geopolíticas conforme se vê no Oriente Médio, na Ucrânia e em diversas outras regiões. A movimentação do atual presidente da Petrobras e de outras forças evitou a tramitação em regime de urgência de projetos de alteração de leis na Câmara e no Senado, no final de 2015 e em ambiente de plena crise. Tais projetos pretendem transformar o atual regime de partilha na exploração do petróleo em concessão e retirar a obrigatoriedade da presença da Petrobras, com o mínimo de 30 %, nas futuras áreas de extração de petróleo. É importante lembrar que, mesmo com a entrada em produção do Pré-sal, nossas reservas de petróleo garantem o abastecimento brasileiro por um período inferior a vinte anos. A relação entre Reservas Provadas e Produção é atualizada regularmente e representa a divisão do que efetivamente está disponível pela produção anual. Com um período de garantia tão curto, o debate sobre a Questão do Petróleo no Brasil é importantíssimo. Os mecanismos de propriedade das reservas, refino e distribuição de nossa principal fonte de energia, tem tudo a ver com o nosso futuro.

Sobre Julio Telesca Barbosa

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