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Uso de luvas não substitui o ato de lavar as mãos com água e sabão


Embora os decretos e as resoluções municipais abordem a importância do uso de luvas de proteção apenas para os profissionais da saúde, trabalhadores responsáveis pela higienização de ambientes e superfícies e também aqueles que atuam diretamente nos serviços de funerais, é possível encontrar pessoas usando este EPI em outros locais. Mas apesar de o uso não ser proibido, é importante que as pessoas se atentem aos cuidados básicos do manuseio deste EPI, caso contrário, ao invés de proteger, a luva poderá aumentar o risco de infecção e espalhar patógenos por grandes superfícies.

É compreensível que muitos optem pelo uso de luvas descartáveis, porque a infecção pelo coronavírus é causada por gotículas, por exemplo, através da tosse ou espirro, mas também pelo tato, quando se toca em alguma coisa, os vírus e bactérias passam para as mãos. Tocando o rosto, olhos, nariz ou boca com as mãos, o vírus acaba entrando no corpo. Porém, as luvas descartáveis só conseguem proteger da contaminação por bactérias e vírus por um período muito curto, isso porque elas possuem um material poroso, e quanto mais são usadas, mais facilmente os patógenos podem penetrar através da membrana supostamente protetora.

Sendo assim, é importante lembrar que as luvas não substituem, de forma alguma, as simples regras de higiene, como lavar as mãos com muita água e sabão, ou desinfetá-las com álcool em gel.

Texto: Maurenn Bernardo

Foto: Freepik

Publicado na edição 1209 – 23/04/2020

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